quinta-feira, 10 de maio de 2012

Torcedor é isso aí

"CENTO e cinqüenta mil pessoas compareceram, ontem, ao Maracanã, para assistir ao segundo encontro entre as seleções do Brasil e de Portugal, proporcionando a espetacular arrecadação de quase Cr$ 30 milhões. Novamente os lusos preferiram a tática defensiva, recuando bastante os seus jogadores com o objetivo de fugir a uma goleada. E foram bem-sucedidos. O placar, após os 90 minutos de jôgo acusava a vantagem dos brasileiros de 1 x 0, tento de Pelé, aos 10 minutos da fase complementar.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sobre eficiência



Messi, Neymar e Ronaldinho Gaúcho são os assuntos recorrentes das mesas redondas e dos papos de bar no Brasil hoje. Olhados com lupa por todas as torcidas, logo em seguida começam as reflexões e vaticínios sobre o presente e o futuro de cada um. Mais do que o futebol bonito, o pano de fundo de toda a discussão parece ser um só, ainda que não assumido: a eficiência.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mesquinharia exposta

Depois de ver um lançamento primoroso de Ronaldinho no primeiro tempo do jogo de ontem, após voltar ao meio-campo cheio de vontade, fiquei impressionado. Não com o talento do camisa 10, mas em como certos jogadores que sabem tudo de bola têm critérios mesquinhos para tocar a sua carreira. E a partida que o Gaúcho fez ontem só expôs esse aspecto.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O representante alienígena

Dias depois do já famoso Santos x Barcelona, o Sirelli me enviou uma entrevista de Xavi, meia do time catalão, publicada no dia do jogo no jornal El Pais.

Só por algumas declarações dele, que destaco abaixo, dá pra entender melhor o sucesso do Barça.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Um jogo, uma reflexão coletiva

Santos x Barcelona expôs ao mundo muita coisa, mas principalmente ao Brasil. Suas repercussões comprovam algumas coisas: primeiro, como a TV aberta ainda é fortíssima no Brasil e como ela é crucial para acontecer um debate público. Segundo, como nossa imprensa esportiva é alienada e, por vezes, é pega no flagra. Terceiro, como Neymar é o bode expiatório da vez, para o bem e para o mal.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

1986



"Tenho também um motivo pessoal para escolher esse jogo. Fui testemunha auditiva de uma ovação inesquecível. Quando as câmeras mostraram Zico se levantando do banco de reservas para entrar em campo, a torcida que acompanhava o jogo, nas casas e apartamentos daquela rua da Tijuca, vibrou como se comemorasse um gol. Ouvi, claro e nítido, aquele rumor indescritível da torcida. Deve ser o que chamam de “a voz rouca das ruas”. Zico jamais soube daquela cena. Mas, a 8.000 quilômetros de distância do México, numa rua da Tijuca, meninos, eu ouvi: nunca a imagem de um jogador se levantando do banco de reservas mereceu tamanha ovação da torcida. Ah, essa paixão tão bonita, tão inútil – e tão brasileira. Por favor, esqueçam que Zico desperdiçou um pênalti." 

Geneton Moraes Neto, num excelente texto em defesa da Seleção de 1986 que você encontra aqui.

Ah, e o goleiro francês pediu desculpas por ter defendido o pênalti...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pelo fim dos alambrados

Desde criança ouço falar nos hooligans ingleses. Hoje assisto aos jogos do campeonato daquele país estupefato: os estádios não têm alambrado! Os torcedores ficam pertinho dos jogadores e nada acontece, fora os apupos e aplausos. Como é possível?

A mais recente vítima de nossos hooligans é João Vitor, volante do Palmeiras. O que aconteceu na Inglaterra que poderia ser utilizado aqui?